Paróquia Coração Eucarístico de Jesus e Santa Marina, na Vila Carrão: História, horários de missas e arte de Cláudio Pastro

Paróquia Coração Eucarístico de Jesus e Santa Marina, na Vila Carrão: História, horários de missas e arte de Cláudio Pastro

Endereço, horários de missas e confissões, a história ligada à imigração açoriana, o acervo de arte sacra e as tradições de uma das igrejas católicas mais queridas da Zona Leste de São Paulo.

Se você procura os horários de missa da Paróquia Coração Eucarístico de Jesus e Santa Marina, eles estão logo abaixo. Quem quiser conhecer a história completa da igreja, dos primeiros passos em 1929 às festas de hoje, pode continuar a leitura.

A paróquia é uma das igrejas católicas mais tradicionais da Zona Leste de São Paulo. Pertence ao Setor Carrão da Região Episcopal Belém, na Arquidiocese de São Paulo, e se destaca pela rica história ligada à imigração açoriana e pelo valioso acervo de arte sacra contemporânea assinado por Cláudio Pastro.

Endereço, telefone e secretaria paroquial

InformaçãoDetalhes
EndereçoRua Engenheiro Pegado, 374 – Vila Carrão, São Paulo – SP (CEP 03430-000)
Telefone / WhatsApp(11) 2296-4246 e (11) 2941-0695
Jurisdição eclesiásticaArquidiocese de São Paulo – Região Episcopal Belém (Setor Carrão)
Sacerdotes atuaisPe. Padre Odair Calezulato / Padre Emerson
Redes Sociais OficiaisInstagram – Facebook

Secretaria paroquial

  • Segunda e terça: das 08h20 às 17h00
  • Quarta a sexta: das 08h20 às 18h00
  • Sábado: das 09h00 às 13h00

Quais são os horários de missas e sacramentos?

Horários de missas

  • Domingos: 07h00, 09h00, 10h30 e 18h00
  • Segundas-feiras: 15h00
  • Quarta a sexta-feira: 19h30
  • Sábados: 15h00
  • 1ª sexta-feira do mês: 15h00, missa em honra ao Sagrado Coração de Jesus
  • 1º sábado do mês: 07h30, missa do Imaculado Coração de Maria

Confissões e atendimento pastoral

  • Quarta a sexta-feira: das 09h00 às 11h30
  • Sábados: das 09h00 às 11h00

Os horários podem mudar em datas especiais, então vale confirmar por telefone ou WhatsApp antes de ir.

Quem são os padroeiros da paróquia?

O nome da igreja já apresenta duas devoções.

Coração Eucarístico de Jesus

A invocação ao Coração Eucarístico de Jesus reforça a centralidade do mistério da Santíssima Eucaristia na vida da comunidade. Ela é celebrada de modo especial nas primeiras sextas-feiras de cada mês. A devoção destaca o amor compassivo de Cristo presente no Santíssimo Sacramento do Altar.

Santa Marina (de Bitínia)

Santa Marina nasceu na Bitínia, região do atual Líbano e da Turquia, no século VI. Ela viveu disfarçada de monge, com o nome de “Irmão Marino”, ao lado do pai, num mosteiro.

Foi acusada injustamente de ser pai de uma criança. Aceitou a penitência em silêncio e com extrema humildade, vivendo na miséria fora dos muros do mosteiro. Nunca revelou sua identidade, porque isso a faria ser expulsa da vida consagrada. A verdade só foi descoberta depois da sua morte, e por isso ela é lembrada como modelo de paciência, perdão e inocência. Sua festa litúrgica acontece em 18 de julho.

Como nasceu a Paróquia Santa Marina? A história em ordem:

1929: as primeiras devoções e a imagem primitiva

Famílias de imigrantes portugueses e moradores pioneiros da Vila Carrão adquiriram a primeira imagem de Santa Marina. Esse marco uniu a comunidade para rezar nas casas e para procurar um terreno onde erguer uma capela.

8 de dezembro de 1946: a fundação oficial

A comunidade foi oficialmente erigida paróquia no dia 8 de dezembro de 1946, Solenidade da Imaculada Conceição. Isso aconteceu no arcebispado de Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, para atender ao rápido crescimento populacional do bairro.

Décadas de 1950 a 1980: a construção da matriz e o vínculo açoriano

A antiga estrutura de madeira deu lugar à nave de alvenaria. Nesse período, a forte presença de imigrantes portugueses vindos dos Açores consolidou as quermesses e festas comunitárias. Elas arrecadavam fundos para a ampliação da igreja e para as obras sociais.

Anos 1990 e 2000: adequação litúrgica e os murais de Cláudio Pastro

A igreja passou por uma grande reformulação interna no presbitério, adaptando-se às diretrizes pós-Concílio Vaticano II. Foi nessa fase que chegaram as pinturas sacras neobizantinas de Cláudio Pastro.

Dezembro de 2021: o Jubileu de Brilhante, 75 anos

A paróquia comemorou 75 anos de fundação com um tríduo festivo. As comemorações terminaram na Santa Missa solene presidida pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.

O que ver na igreja? Patrimônio arquitetônico, artístico e iconográfico

1. O painel mural do presbitério, de Cláudio Pastro

O destaque da arquitetura interna é o mural que reveste o altar-mor. Ele foi criado por Cláudio Pastro (1948–2016), reconhecido como o maior nome da arte sacra brasileira contemporânea.

Narrativa iconográfica. O painel conta, em episódios, a vida de Santa Marina: a entrada no mosteiro com o pai Eugênio, o período de penitência disfarçada e a glorificação. Tudo isso se integra ao mistério da Eucaristia.

Estilo neobizantino. O mural foi trabalhado em cores terrosas e folheamentos dourados. Ele direciona o olhar dos fiéis para a Mesa da Palavra e para o Altar do Sacrifício.

2. A imagem de Nossa Senhora de Fátima, na entrada e no átrio

A imagem de Nossa Senhora de Fátima, colocada na entrada da igreja, tem um profundo valor sentimental e comunitário para a história da paróquia.

Herança da imigração portuguesa e açoriana. A imagem foi doada por famílias portuguesas e açorianas que se fixaram na Vila Carrão entre as décadas de 1930 e 1960. Ela representa a memória afetiva dos imigrantes que colocaram a fundação da paróquia sob a proteção da Virgem de Fátima.

Símbolo de acolhimento: a “Porta da Fé”. Na entrada, a imagem faz o papel de “Mãe que acolhe os fiéis na casa do Pai”. É também um ponto de referência para orações rápidas, tanto de quem chega para as celebrações quanto de quem passa pela rua no dia a dia.

Tradição das procissões luminosas. Nos dias 13 de maio e 13 de outubro, a imagem lidera a tradicional Procissão das Velas pelas ruas do bairro. A procissão reacende as tradições marianas da comunidade.

3. O crucifixo quase em tamanho natural, na entrada

Portal de acolhida. Na área do átrio (o nártex), está fixada uma imagem de Jesus Crucificado em tamanho quase natural.

Simbolismo teológico. O crucifixo fica na passagem entre o espaço da rua e o espaço sagrado da nave. Ele relembra aos fiéis as palavras de Cristo, “Eu sou a porta”. Simboliza o acolhimento, a redenção dos pecados e a postura de recolhimento antes de entrar na igreja.

4. A história nas paredes laterais e nos vitrais

Murais e Via Sacra. As paredes laterais da nave abrigam o ciclo da Via Sacra em relevo e afrescos. Eles ilustram as 14 estações da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Conjunto de vitrais. Os vitrais laterais filtram a luz natural em tons de azul, vermelho e dourado. Eles exibem símbolos litúrgicos como o trigo, a videira, a hóstia e o cálice, o que reforça visualmente a invocação do Coração Eucarístico de Jesus.

5. A torre do sino (campanário)

Presença na fachada. Integrada à fachada amarela da matriz, a torre em alvenaria tem pé-direito elevado e topo vazado. O vazado permite que o som se espalhe pelo bairro da Vila Carrão.

Tradições do campanário. O sino é tocado em três contextos principais:

  • Anúncio das missas: batidas festivas antecedem as celebrações dominicais.
  • Hora do Angelus: às 12h00 e às 18h00, convida o bairro à oração da Ave-Maria.
  • Finados e exéquias: batidas pausadas, em tom solene, durante velórios e missas de falecimento.

6. Imagens históricas

Imagem primitiva de Santa Marina (1929). A escultura é guardada com zelo pela comunidade. Foi doada 17 anos antes da fundação da paróquia e representa a santa em hábito monástico. É a imagem usada nas procissões da festa padroeira.

Conjunto do altar. Além de Santa Marina, o presbitério tem a imagem entronizada do Coração Eucarístico de Jesus e o Crucifixo Processional.

Quais são as tradições e a vida comunitária da paróquia?

Quermesse de Santa Marina (junho e julho). É uma das festas populares mais tradicionais da Vila Carrão. Serve pratos típicos como fogaça, caldos, quentão e doces caseiros, e reúne milhares de famílias do bairro. Com um cardápio desses, é difícil sair de lá sem repetir.

Festa da Padroeira (18 de julho). Tem novena festiva, missas solenes, bênção e distribuição dos tradicionais pães de Santa Marina.

Ação social e pastorais. A paróquia mantém atuação contínua na Catequese, na Pastoral Familiar e na Pastoral da Saúde. Atende também famílias em situação de vulnerabilidade por meio da Sociedade de São Vicente de Paulo (Vicentinos).

A história da sua igreja também merece ser contada

Você conhece a Paróquia Coração Eucarístico de Jesus e Santa Marina e quer acrescentar uma lembrança, uma data, uma foto ou uma tradição da comunidade? Deixe um comentário aqui embaixo ou fale comigo pelo campo de contato do site.

Se a sua igreja ainda não está no Igrejas Católicas, peça para a história dela ser contada. Basta dizer o nome, a cidade e o que você souber, ou enviar as informações para complementar a matéria.

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